Campinápolis decreta situação de alerta por aumento nos casos de dengue
Município intensifica ações de combate ao mosquito e poderá aplicar multas a proprietários que descumprirem determinações sanitárias
O prefeito de Campinápolis, Jeovan Faria, decretou Situação de Alerta em Saúde Pública diante do aumento significativo dos casos de dengue no município, localizado a 658 quilômetros de Cuiabá. O Decreto nº 4.898 foi assinado na última quinta-feira (26) e publicado no Diário Oficial dos Municípios.
A medida autoriza a intensificação de ações emergenciais de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Entre as estratégias adotadas estão mutirões de limpeza nos bairros com maior incidência de casos, visitas domiciliares realizadas por agentes comunitários de saúde, eliminação de focos do mosquito em áreas públicas e privadas, além da ampliação das campanhas educativas junto à população.
O decreto também estabelece obrigações aos proprietários e responsáveis por imóveis, que deverão manter terrenos limpos e livres de recipientes que possam acumular água parada, principal ambiente de proliferação do mosquito. As equipes de vigilância sanitária estão autorizadas a entrar nos imóveis para inspeção, e o descumprimento das determinações poderá resultar em notificação, aplicação de multa e outras sanções previstas em lei.
Sintomas, fases e sinais de alerta
A dengue é uma doença febril aguda, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta de início súbito, dor de cabeça — especialmente atrás dos olhos — dores musculares e articulares, cansaço, manchas vermelhas na pele e cefaleia intensa. O quadro costuma durar até sete dias.
A doença apresenta três fases: fase febril, fase crítica (entre o 3º e o 7º dia, quando a febre começa a diminuir) e fase de recuperação. É justamente na fase crítica que podem surgir complicações.
Entre os sinais de alarme que exigem atendimento médico imediato estão dor abdominal intensa, vômitos frequentes, sangramentos nas gengivas ou nariz, tontura e queda de pressão.
Tratamento e prevenção
Não há medicamento específico para tratar a dengue. O tratamento é baseado principalmente na hidratação intensa — recomendada entre 60 a 80 ml de líquido por quilo de peso ao dia — e no uso de analgésicos e antitérmicos como paracetamol ou dipirona.
Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) e anti-inflamatórios, como ibuprofeno, devem ser evitados devido ao risco aumentado de hemorragias.
A prevenção continua sendo a principal arma contra a doença. A orientação é eliminar quaisquer locais que acumulem água parada, manter as caixas d’água bem vedadas, limpar as calhas, utilizar repelentes e instalar telas nas janelas.
A dengue é considerada uma doença sazonal, com maior número de casos no Brasil entre outubro e maio, período caracterizado por clima quente e chuvoso, condições favoráveis à proliferação do mosquito.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a colaboração da população é essencial para conter o avanço da doença no município.
Redação: Hedianne Alves
Liberdade FM (Semana 7)



