Colheita do milho avança em Mato Grosso, mas alta dos custos preocupa produtores para próxima safra
Produção deve superar 53 milhões de toneladas, enquanto custo por hectare sobe mais de 14% para o ciclo 2026/27
A colheita do milho segunda safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 11,29% da área cultivada até a segunda semana de junho, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço é superior ao registrado no mesmo período da safra passada e está próximo da média dos últimos cinco anos.
Segundo o levantamento, a área plantada foi mantida em 7,39 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 120,28 sacas por hectare, com produção total projetada em 53,35 milhões de toneladas.
De acordo com a analista de agricultura do Imea, Milena Bezerra, o ritmo da colheita deve se intensificar nas próximas semanas caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Apesar do cenário positivo no campo, os produtores já demonstram preocupação com os custos da próxima safra. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Senar Mato Grosso em parceria com o Imea, aponta que o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em comparação ao ciclo anterior.
O Custo Operacional Efetivo (COE) está projetado em R$ 5.528,49 por hectare, aumento de 15,03%. Para cobrir esse custo, o produtor precisará vender o milho por, no mínimo, R$ 45,96 por saca, considerando a produtividade estimada.
Já o Custo Total (CT) foi calculado em R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% em relação à safra passada.
Além da elevação dos custos, especialistas alertam para os possíveis impactos indiretos do fenômeno El Niño. Segundo o Imea, alterações no calendário da soja podem comprometer a janela ideal de plantio da segunda safra de milho, exigindo planejamento e cautela por parte dos produtores para o próximo ciclo.
Rádio Liberdade FM.



