Polícia Civil conclui inquérito do Caso Helena e indicia mãe e homem por morte de bebê no Ceará
Perícia aponta que criança de 10 meses morreu por asfixia mecânica após um adulto dormir sobre ela; investigação descartou violência sexual, álcool e drogas.
A Polícia Civil do Ceará concluiu o inquérito que investigava a morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, e indiciou duas pessoas pelo caso. A mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, foi indiciada por homicídio culposo comissivo por omissão, enquanto Roberto Levy Oliveira Magalhães responderá por homicídio culposo. Já o terceiro investigado, Francisco Ray, não foi indiciado e teve a prisão revogada pela Justiça.
A conclusão da investigação representa uma mudança significativa em relação às suspeitas iniciais. Conforme os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram descartados indícios de violência sexual, bem como a presença de álcool ou drogas no organismo da bebê.
De acordo com a perícia, a causa da morte foi asfixia mecânica indireta. Os exames indicaram que a criança morreu após um dos adultos dormir sobre ela enquanto dividiam a mesma cama.
Com base nas evidências reunidas, a Polícia Civil entendeu que Roberto Levy Oliveira Magalhães agiu de forma culposa ao se deitar sobre a bebê, provocando a asfixia. Já a mãe, Ysabelle Rodrigues, foi responsabilizada por omissão, por entender a autoridade policial que ela tinha o dever legal de proteger a criança e evitar a situação de risco.
Francisco Ray, que chegou a ser apontado inicialmente como "ficante" da mãe e também investigado durante o andamento do caso, foi excluído das responsabilidades criminais após a conclusão do inquérito. Diante da ausência de elementos que comprovassem sua participação na morte da bebê, ele não foi indiciado e teve a prisão revogada.
Em nota, a defesa de Ysabelle Rodrigues afirmou que o indiciamento representa um "grave equívoco" na condução das investigações e informou que irá contestar as conclusões apresentadas pela Polícia Civil durante o andamento do processo.
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que analisará as provas e decidirá se oferece denúncia à Justiça ou solicita novas diligências antes da eventual abertura de uma ação penal.
Redação: Hedianne Dutra | G1 | Liberdade FM



