Mato Grosso lidera número de focos de calor no Brasil durante período de seca

Estado registrou 809 focos desde o início de agosto, enquanto condições de baixa umidade, altas temperaturas e ventos aumentam o risco de incêndios

Mato Grosso lidera o número de focos de calor registrados no Brasil durante o atual período de estiagem. Dados de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam 809 focos registrados no estado desde o início de agosto. Até terça-feira (11), eram 227 focos ativos.

Na sequência aparece o Pará, com 580 ocorrências registradas no mesmo período. Os biomas Cerrado e Amazônia concentram parte significativa dos incêndios observados em Mato Grosso.

Entre as áreas mais afetadas está Nova Santa Helena, onde um incêndio já atingiu aproximadamente 15 mil hectares ao longo de dez dias. A região de Barra do Garças também registra um incêndio de grandes proporções, com mais de 13 mil hectares atingidos.

Em Paranatinga, há registros de queimadas que persistem há cerca de 44 dias. Em Água Boa, a ocorrência de incêndios também se estende por mais de um mês.

Seca aumenta risco de incêndios

O período entre agosto e setembro costuma registrar as condições mais críticas de estiagem em Mato Grosso. A baixa umidade relativa do ar, as altas temperaturas e a presença de ventos favorecem a propagação das chamas.

Segundo especialistas em prevenção e combate a incêndios, a redução das chuvas deixa vegetação, folhas, galhos e gramíneas mais secos e suscetíveis à combustão. Quando essas condições se combinam com temperaturas elevadas e vento, o fogo pode se espalhar rapidamente.

Outro fator apontado é a ação humana. Estimativas apresentadas por especialistas indicam que grande parte das ignições está relacionada a atividades humanas, incluindo queimadas que saem de controle, ocorrências às margens de rodovias, uso de máquinas e equipamentos, problemas em redes elétricas e ações criminosas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso atua no combate aos incêndios em diferentes regiões do estado, utilizando equipes terrestres e recursos aéreos para tentar controlar as áreas atingidas.

Com o avanço da estiagem, as autoridades reforçam a necessidade de prevenção e de atenção redobrada para evitar o início e a propagação de novos incêndios.

Redação: Victória Melo | Liberdade FM.

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