Starlink poderá levar sinal de celular direto ao aparelho de clientes da Vivo
Tecnologia poderá ampliar a cobertura móvel em áreas rurais e regiões sem sinal de telefonia convencional.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estendeu até 22 de abril de 2029 o prazo do ambiente regulatório experimental que permite testes de sistemas de conexão direta entre satélites e celulares, tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D).
No projeto da Vivo, a Starlink, empresa da SpaceX, é indicada como parceira para fornecer a conexão via satélite. A tecnologia permite que celulares compatíveis se comuniquem diretamente com satélites de baixa órbita, sem a necessidade de uma antena externa ou de um equipamento específico instalado no local.
A proposta é complementar a cobertura das redes móveis tradicionais, principalmente em regiões rurais, áreas remotas e locais onde a instalação de infraestrutura terrestre é mais difícil. Inicialmente, a tecnologia é voltada para serviços que demandam menor volume de dados, como mensagens, comunicação de emergência e conexões básicas.
A autorização faz parte de um sandbox regulatório da Anatel, criado para testar o funcionamento do Direct-to-Device antes de uma eventual regulamentação definitiva. O prazo do ambiente experimental foi estabelecido até abril de 2029.
Na prática, a novidade pode representar uma alternativa para locais onde o celular normalmente fica sem sinal de uma antena convencional. A Anatel destaca que o projeto utiliza temporariamente radiofrequências destinadas ao Serviço Móvel Pessoal para a realização dos testes.
A autorização, no entanto, não significa que todos os clientes da Vivo já tenham acesso ao serviço. A tecnologia ainda está em fase experimental e sua disponibilidade comercial depende das condições estabelecidas pela Anatel e da implementação do serviço pela operadora.
Redação: Hedianne Dutra | CNN Brasil



