Mulher relata agressão do companheiro com muleta durante discussão em Água Boa
Segundo boletim de ocorrência, vítima teria sido empurrada e atingida na cabeça; caso reforça a importância da prevenção, da conscientização e da denúncia da violência doméstica.
Uma ocorrência de lesão corporal e vias de fato foi registrada em Água Boa (MT), após uma mulher relatar ter sido agredida pelo companheiro durante uma discussão. O caso aconteceu na Rua 08, no bairro Industrial, nas proximidades da Cerâmica Casanova.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via COPOM após a informação de que a mulher havia sido agredida e estava caída ao chão. Ao chegar ao local, a equipe encontrou a vítima e o suspeito em meio a uma discussão verbal.
Conforme o relato da mulher aos policiais, os dois estavam ingerindo bebidas alcoólicas na residência de um familiar do suspeito quando ele teria demonstrado ciúmes, dando início a uma discussão acompanhada de ofensas verbais.
Ainda segundo a vítima, em determinado momento, o companheiro tentou levar o filho dela embora sem seu consentimento. Ao tentar impedi-lo, ela teria sido empurrada e caiu no chão. Na sequência, o homem teria utilizado uma das muletas da mulher para golpeá-la na cabeça, quebrando o objeto durante a agressão.
A mulher relatou também que, ao tentar se defender, pegou objetos que estavam próximos e atingiu o suspeito na região abdominal, provocando um corte.
Diante dos fatos, os envolvidos foram encaminhados para o registro da ocorrência e, posteriormente, apresentados à Polícia Judiciária Civil, responsável pela apuração e adoção das providências cabíveis.
Penalidades previstas em lei
A depender das provas reunidas, da gravidade das lesões e das circunstâncias apuradas, os fatos poderão resultar em responsabilização criminal dos envolvidos.
A lesão corporal praticada contra a mulher em contexto de violência doméstica pode ser enquadrada no artigo 129 do Código Penal, com aplicação das disposições específicas previstas na legislação. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) também prevê mecanismos de proteção à mulher, incluindo medidas protetivas de urgência, quando cabíveis.
As consequências jurídicas dependem da investigação, do enquadramento legal e da análise das circunstâncias do caso. Até o momento, as informações do boletim de ocorrência não permitem antecipar uma eventual condenação.
Prevenção e conscientização são fundamentais
Casos de violência doméstica reforçam a importância do trabalho contínuo de prevenção, orientação e conscientização da sociedade. Identificar comportamentos abusivos, como ameaças, humilhações, controle excessivo e agressões físicas, é fundamental para interromper o ciclo da violência.
O enfrentamento desse problema exige a participação conjunta do poder público, das forças de segurança, das instituições de ensino, dos serviços de assistência social e da comunidade. Familiares, vizinhos e amigos também podem contribuir ao acolher as vítimas, orientar sobre os canais de ajuda e comunicar situações de violência às autoridades.
É importante lembrar que a violência doméstica não deve ser tratada como um problema exclusivamente familiar. A denúncia pode ajudar a prevenir novas agressões e proteger mulheres e crianças expostas a situações de risco.
Como denunciar violência doméstica em Água Boa
Mulheres que sofrem violência ou pessoas que presenciam ou têm conhecimento de agressões podem procurar ajuda pelos canais oficiais.
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Patrulha Maria da Penha de Água Boa: WhatsApp (66) 98115-4534. O contato consta na relação de contatos da Polícia Militar de Mato Grosso.
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Polícia Militar — 190: para situações de emergência, quando a violência estiver acontecendo ou houver risco imediato.
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Polícia Civil — 197: para comunicar crimes e buscar orientação sobre o registro da ocorrência.
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Central de Atendimento à Mulher — 180: canal nacional gratuito para denúncias e orientações sobre violência contra a mulher. Também é possível buscar informações pelo WhatsApp oficial da Central, no número (61) 9610-0180.
A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação. Em casos de perigo imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Romper o silêncio é um passo importante para proteger vidas. Informação, acolhimento e denúncia são ferramentas fundamentais para combater a violência doméstica e fortalecer a rede de proteção às mulheres.
Redação: Hedianne Dutra | PMMT | Liberdade FM



