EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas; promotor alerta para risco de ações no Brasil
Lincoln Gakiya afirma que medida anunciada pelo governo Trump é “grave” e pode abrir caminho para operações internacionais sem autorização brasileira
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, afirmou que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas é uma medida “muito grave” e que pode trazer consequências ao Brasil.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, durante o governo do presidente Donald Trump. Segundo Gakiya, a classificação não traz benefícios práticos no combate às facções criminosas e ainda pode gerar riscos diplomáticos e de soberania nacional.
Em entrevista ao podcast O Assunto, o promotor alertou que a decisão pode abrir espaço para ações militares secretas norte-americanas em território brasileiro, sob a justificativa de combate ao terrorismo.
“Isso pode causar problemas ao Brasil”, afirmou Gakiya, que é um dos principais investigadores do PCC no país.
O promotor destacou ainda que as facções brasileiras já são combatidas por meio da legislação penal e de organizações criminosas existentes no Brasil, sem necessidade de enquadramento como terrorismo.
A medida anunciada pelos Estados Unidos ainda deve passar por trâmites internos do governo norte-americano antes de entrar oficialmente em vigor.
fonte: G1
Redação: Liberdade FM.



