ANTT autoriza aumento do pedágio na BR-163; novas tarifas começam a valer no dia 20
Via Brasil reajusta valores nas praças entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), incluindo carros, ônibus e caminhões.
Os motoristas que trafegam pela BR-163, no trecho entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), passarão a pagar mais caro pelo pedágio a partir da meia-noite do dia 20 de julho. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e publicado no Diário Oficial da União.
Com a atualização, automóveis, caminhonetes e furgões passarão a pagar R$ 10,80 nas praças de Cláudia e Guarantã do Norte. Motocicletas terão tarifa de R$ 5,40, enquanto caminhões e ônibus terão valores definidos conforme a quantidade de eixos.
Entre as novas tarifas estão:
- Motocicletas, motonetas e triciclos: R$ 5,40
- Automóveis, caminhonetes e furgões: R$ 10,80
- Caminhões leves, ônibus e caminhão-trator de dois eixos: R$ 21,60
- Veículos de três eixos: entre R$ 16,20 e R$ 32,40
- Veículos de quatro eixos: entre R$ 21,60 e R$ 43,20
- Veículos de cinco eixos: R$ 54,00
- Veículos de seis eixos: R$ 64,80
- Veículos de sete eixos: R$ 75,60
- Veículos de oito eixos: R$ 86,40
Na praça de Trairão (PA), voltada principalmente ao transporte de cargas, as tarifas variam entre R$ 313,60 e R$ 627,20, conforme a categoria do veículo.
A concessionária Via Brasil informa que o pagamento poderá ser feito em dinheiro, cartão de débito, Pix, vale-pedágio e por meio de tags eletrônicas, que garantem desconto de 5% sobre a tarifa.
Via Brasil será leiloada
Além do reajuste, a ANTT aprovou o edital para a transferência do controle da Via Brasil BR-163. O leilão está previsto para 12 de novembro, na B3, em São Paulo. O novo contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 10,6 bilhões ao longo da concessão.
Impactos para a população
A BR-163 é um dos principais corredores logísticos do Brasil e tem papel estratégico no escoamento da produção agrícola de Mato Grosso rumo aos portos do Norte. O aumento das tarifas de pedágio não afeta apenas quem utiliza a rodovia diariamente, mas também toda a cadeia econômica.
O reajuste eleva os custos do transporte de cargas, aumenta o valor do frete e tende a refletir no preço final de alimentos, combustíveis e outros produtos que chegam ao consumidor.
Ao mesmo tempo, usuários da rodovia cobram que o aumento seja acompanhado por melhorias efetivas na infraestrutura. Trechos entre Mato Grosso e Pará ainda apresentam limitações de capacidade, pontos considerados críticos e obras aguardadas há anos por motoristas e transportadores.
Especialistas lembram que a cobrança de pedágio tem como finalidade financiar a conservação da rodovia, ampliar a segurança viária e viabilizar investimentos previstos em contrato. Por isso, a expectativa dos usuários é que os recursos arrecadados resultem em melhorias concretas, como duplicações, manutenção constante, redução de acidentes e maior fluidez no tráfego, especialmente em um dos principais eixos de transporte da produção agrícola brasileira.
Redação: Hedianne Dutra | CNN Brasil



