Três pessoas são presas por ocupação irregular e intervenção em área de preservação em Barra do Garças

Suspeitos teriam construído uma residência às margens do Córrego Voadeira; crimes ambientais podem resultar em multa e até pena de detenção

Três pessoas foram presas na tarde de segunda-feira (7) suspeitas de ocupar irregularmente uma propriedade rural e realizar intervenções em uma Área de Preservação Permanente (APP), na zona rural de Barra do Garças.

A ocorrência foi registrada após a Polícia Militar receber uma denúncia sobre uma possível ocupação irregular em uma propriedade localizada no km 9 da estrada de acesso ao distrito de Voadeira.

De acordo com a PM, a vítima informou que três pessoas estariam ocupando parte da propriedade e construindo uma residência de alvenaria às margens do Córrego Voadeira.

Durante a averiguação, os policiais constataram a existência da construção e identificaram indícios de intervenção em uma Área de Preservação Permanente, local protegido pela legislação ambiental.

Diante da situação, os três envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil, onde foram apresentados para as providências legais.

A ocorrência foi registrada como ocupação irregular de propriedade e destruição ou dano em Área de Preservação Permanente.

A legislação ambiental brasileira prevê punições para quem destrói, danifica ou realiza intervenções em vegetação localizada em Áreas de Preservação Permanente sem autorização dos órgãos competentes.

Conforme a Lei de Crimes Ambientais, destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente pode resultar em pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades, dependendo das circunstâncias e da conclusão das investigações.

Além da responsabilização criminal, os envolvidos podem responder administrativamente, com aplicação de multas e obrigação de reparar os danos ambientais causados. A eventual ocupação irregular da propriedade também poderá gerar responsabilização nas esferas cível e criminal.

Ainda segundo a Polícia Militar, um dos conduzidos possui registros anteriores por crimes como ameaça, dano, violação de domicílio, violência doméstica e estupro de vulnerável.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Redação: Victória Melo | Liberdade FM.

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