Justiça determina início da execução de penas de quase 14 anos contra dois jornalistas em MT
Condenação por extorsão envolve uso ilegal de informações fiscais sigilosas para pressionar políticos e empresários; Ministério Público pediu a expedição das guias definitivas para cumprimento das penas.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou o início do cumprimento das penas de 13 anos e 8 meses de reclusão impostas a dois jornalistas condenados por envolvimento em um esquema de extorsão em Cuiabá. O pedido foi apresentado após o trânsito em julgado da condenação, ou seja, quando não há mais possibilidade de recursos capazes de modificar a decisão judicial.
A manifestação foi feita pela 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, que requereu a expedição das guias definitivas de execução penal. O documento é necessário para formalizar o início do cumprimento das penas determinadas pela Justiça.
As condenações foram mantidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2026.
Esquema de extorsão
De acordo com as investigações, o esquema utilizava informações fiscais sigilosas obtidas ilegalmente para pressionar políticos, empresários e outras pessoas com elevado poder aquisitivo.
Conforme a acusação, os envolvidos exigiam valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil para evitar a publicação de reportagens consideradas difamatórias ou a divulgação de dados fiscais em veículos de comunicação ligados ao grupo.
O caso foi investigado no âmbito da Operação Liberdade de Extorsão, deflagrada em março de 2016. Entre as pessoas apontadas como vítimas estavam ex-governadores, autoridades públicas e empresários de Mato Grosso.
Consequências judiciais
Com o trânsito em julgado, as penas impostas devem seguir para a fase de execução penal, conforme os procedimentos previstos na legislação brasileira.
A execução das condenações poderá resultar no recolhimento dos sentenciados ao sistema prisional, observadas as condições e determinações estabelecidas pelo juízo competente, além das demais consequências legais aplicáveis.
O processo também envolvia um terceiro condenado, que morreu em maio de 2026. Em relação a ele, o Ministério Público solicitou a extinção da punibilidade em razão do falecimento.
O pedido de execução das penas representa mais uma etapa do desfecho judicial de um caso que começou a ser investigado há mais de dez anos.
Redação: Vitória Alves | Liberdade FM.



